O artigo “Os desafios culturais da propaganda na modernidade” do Professor Rodrigo Stéfani, traz o quanto fazer propaganda atualmente envolvendo elementos culturais se tornou um desafio, sobretudo nas revistas, já que é afirmado que o Marketing é indispensável para a mesma, ela não se sustenta se ele for desvinculado.
A propaganda militar foi o ponto de partida para se alcançar o discurso persuasivo, ela influenciou os modos de produção atual da propaganda. A maneira impactante como o poder político manipulava as informações pelo uso excessivo de imagens foi algo que revolucionou a maneira de influenciar as pessoas, não vendo um produto especifico, mas sim, uma ideologia.
Nesse contexto que se foi seguindo, a publicidade brasileira que atendia os objetivos de comunicação em divulgar e informar a massa populacional da existência de produtos e serviços que apareciam como novidades nas cidades, adquirindo assim, uma nova função, mais persuasiva, do ponto de transferir valor simbólico a vida das pessoas.
Com o intuito de crescer exponencialmente surge o marketing como uma força motivacional das políticas desenvolvimentistas da economia e, a propaganda de revista, em especial, transferiu para sua tutela a responsabilidade de promover muito mais que produtos e serviços, promoveram uma nova ordem social, com base no consumismo; Com isso os elementos culturais que até então promoviam reflexões sobre o estilo de produção, foi perdendo o espaço, pois o que se tornou importante foi o volume de vendas.
O marketing internacional, ao mesmo tempo em que ajudou a promover economicamente muitas empresas, empobreceu culturalmente o discurso publicitário, que era muito rico e complexo em toda sua forma de se manifestar e interagir com a sociedade. Mesmo que tentem definir a função da propaganda na sociedade atual, não será possível desvincular a criação publicitária da técnica do marketing, pois esses conceitos já se fundiram em toda América Latina, essa é a publicidade moderna.
A segunda parte do texto refere a como essa publicidade moderna age como uma forma de manter os padrões e sempre foge da ideia de fazer o seu publico pensar e discutir e “degustar” aquele conteúdo. As campanhas mergulham nos seus discursos comerciais e por muitas vezes esquecem de que o produto vai além de um simples objeto de usufruto. Algo pelo qual se vê apenas preço. Algumas marcas, que se engajaram no sucesso dentro de seus clientes, devem esse engajamento a coisas muito maiores do que um simples valor, preço ou cor. O discurso não comercial foi totalmente efetivo e benéfico a grandes marcas, fazendo com que a publicidade não só mostrasse o obvio, mas sim, junto com aquele “cliente”, provasse daquela marca e produto e o visse como algo positivo.
A publicidade não pode apenas agir cegamente sobre seus publico alvo, ela deve ceder a eles, a opção de explorar aquele produto, ver que vai além de uma compra, que ao aderir aquele produto, junto com ele, sera levado uma ideia, um conceito, um posicionamento, uma defesa e ai, cabe a ele decidir se tais ideias vão de acordo com as suas próprias.
Tal forma de publicidade, impede muitas vezes de fazer o seu publico se questionar, o fazendo adquirir qualquer coisa q possa a ser um produto sem realmente notar se aquilo é realmente importante, se aquilo é realmente relevante.
E para conseguir agir de tal forma, a publicidade usa de varias plataformas de comunicação em massa para conseguir sua efetiva manipulação, uma vez que também ela age como uma forma de padronizar comportamento, ideias de uma massa, agindo como um só defensor de tal produto.
Então assim, podemos ver que a publicidade visa mais sua forma estética, fugindo do dialogo com o seu publico, convencendo a eles de forma imediata fazendo que assim, nem seja necessário uma profunda reflexão sobre aquele produto.